quarta-feira, 7 de julho de 2010

A OFICINA DE ARTE LUA NOVA ENTRARÁ DE FÉRIAS A PARTIR DO DIA 09/07. FECHAREMOS NOSSAS CORTINAS PARA UM PERÍODO DE DESCANSO E REPOSIÇÃO DE ENERGIAS PARA VOLTARMOS MAIS PREPARADOS!!!


ESTAREMOS DE VOLTA A PARTIR DO DIA 26/07, MAS ENQUANTO ISSO, VOCÊ PODE CONFERIR AS DICAS, SUGESTÕES E REPORTAGENS DE NOSSO BLOG, ALÉM DE, É CLARO, DAR SUA OPINIÃO

segunda-feira, 5 de julho de 2010



É TEMPO DE CRIANÇA ENTENDIADA (ROSELY SAYÃO)

Confira mais um artigo de Rosely Sayão e veja como nossa oficina concorda e coloca em prática tudo o que a autora escreve!!!


Quando as férias escolares se aproximam, muitos pais já sabem aquilo que os espera. Como filhos não sabem brincar sem a direção dos adultos, acabam não sabendo como preencher o seu tempo livre. Então vão atrás dos pais em busca de ajuda; isso acontece, inclusive, quando os pais estão em horário de trabalho. Ah! Esse telefone celular que acabou com todas as portas fechadas entre pais e filhos...

Hoje, as crianças não sabem brincar mais sozinhas: elas não sabem o que querem fazer, não sabem do que gostam, não têm curiosidade em explorar o que as circunda. E isso acontece por nossa inteira responsabilidade. Desde quando criança precisa aprender a brincar? Pois, agora, elas precisam.

Desde pequenas, acostumamos as crianças com a presença de um adulto responsável, inclusive e principalmente, por entretê-la. Quando os pais contratam babás, querem alguém que tenha paciência de brincar com a criança por horas e horas, mais do que cuidar dela.

As escolas de educação infantil, de um modo geral, seguem mais ou menos o mesmo esquema. Do momento em que a criança entra na escola até o final do período, têm atividades previamente programadas. Como se não bastasse tudo isso, desde que nascem as crianças têm à sua disposição uma infinidade de brinquedos de todos os tipos e cores, que produzem os mais variados sons, etc.

Os pais fazem isso com boa intenção, mas o exagero na quantidade de brinquedos produz o efeito oposto do que pretendiam: em vez de interessar a criança, esse arsenal de objetos lúdicos acaba por cansá-la e fazer com que não tenha interesse real por nenhuma daquelas coisas. Ter brinquedos não garante à criança o ato de brincar e ter muitos leva a não dar atenção a nenhum. E não temos reclamado da atenção dispersa, mais tarde?

Quem vê uma criança brincar por muito tempo com um de seus brinquedos? Em geral, o comportamento dela é pegar e descartar vários, muito rapidamente. É bom lembrar que quando a criança tem muito brinquedos não tem nenhum deles porque, ao pular de um para o outro, não consegue construir uma brincadeira. Temos criado, dessa maneira, crianças que se entediam com muita facilidade.

As férias são uma boa ocasião para os pais saírem da cena tipicamente infantil. Claro que isso não significa abandonar a criança, já que ela teve poucas oportunidades de ser empreendedora em suas brincadeiras. Dar algumas pistas, lanças poucos desafios são exemplos de ofertas que não gerenciam, tampouco desamparam a criança em sua demanda.

Conheço uma mãe que tem conseguido, não sem esforço, levar sua filha a criar suas brincadeiras e ficar bastante tempo interessada nelas. Sua atitude pode servir de inspiração, mas não de modelo. Ela sugeriu à garota, de pouco mais de oito anos, que construísse uma "caça ao tesouro", brincadeira bem conhecida pelas crianças.

A garota ficou totalmente concentrada na atividade porque a mãe dissera que, se as charadas fossem fáceis, ela não brincaria com a filha. A estratégia da mãe funcionou: a filha ficou ligada na brincadeira e a mãe gastou pouco mais de 10 minutos, à noite, para participar com a filha e fazer sua parte.

Digo e repito: temos feito uma grande confusão na convivência com as crianças. Fazemos o que não precisa ser feito e deixamos de fazer o que é imprescindível. Já é hora de revertermos esse quadro.


Reportagem retirada do jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

DEVOLUTIVA DO ENCONTRO DE PAIS



" O balão vai subindo
Vai caindo a garoa
O céu é tão lindo
A noite é tão boa
São João...São João...
Acende a fogueira do meu coração..."

Na noite do dia 21/06 realizamos um encontro com os pais das crianças da oficina e neste encontro tivemos a oportunidade de compreender como se dá o processo de criação e como se constróem os significados, expressando nossas percepções, sentimentos e pensamentos sobre o tema abordado: tradição e encontro nas festas juninas familiares.

Foi um momento de descontração, encontro e criação a partir do espontâneo. Construimos kirigamis através de bandeirinhas juninas e confirmamos o que Moreno diz: " O que vale é o momento de criação, independente do resultado".


Fazer parte de um grupo é o que nos dá força para viver neste mundo onde é tão difícil viver encontros verdadeiros.

Vamos continuar com a fogueira de nosso coração acesa!! Veja a seguir as nossas criações..



quinta-feira, 24 de junho de 2010









ENCONTRO DE PAIS NA OFICINA LUA NOVA


Na última segunda-feira (21/06) realizamos um encontro de pais aqui na Oficina. Nos reunimos em volta de uma "fogueira" e conversamos bastante sobre tradições, lembranças e saudades das festas juninas.

Você sabia que as festas juninas existiram como um ritual de comemoração da colheita? Tempo de celebração do alimento que vem da mãe Terra, tempo de agradecer, de orar, de trocar...

Hoje em dia será que é a mesma coisa?
Em nosso encontro ouvimos muitas histórias, causos, lembranças engraçadas e nossa roda na fogueira ficou cada vez mais aquecida!!

Por fim, cada um criou sua bandeirinha, de uma forma bem caipira, para simbolizar tudo o que foi falado e sentido no encontro...

Através deste encontro, conseguimos resgatar a luz da fogueira de nosso coração que ilumina nossa vida! Falamos dos nossos "bichinchos cri-cris" e de nossas conquistas, nossas sombras e nossa luz. Assim, resignificamos tudo nas bandeirinhas que fabricamos.

Foi confirmado! Todos os processos de criação das crianças da oficina são assim: de dentro para fora!

Confira as fotos e faça seus comentários!!